domingo, 13 de dezembro de 2009

Viajante no tempo




Mergulho na azulada bruma
sob o orvalho gélido do alvorecer...
Atravesso a deserta rua
perscrutando o eco dos meus passos
na sombra do vento...

Destila-se o amanhecer
nos penetrantes eflúvios
da pungente madrugada...

Assoma a claridade
no reflexo cristalino
dos fios de ouro que lambem
a penumbra dos umbrais adormecidos...
Pressinto a ternura do teu toque
no ardente afago da brisa que me beija…

Esperas-me junto ao cais
sob a emanação da maresia
no enlevo do sopro do mar…