segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

Na Fúria do Nós


Na antecâmara do ansiado momento, o vento frio fazia-se anunciar ao trespassar das vestes dos que chegavam à boleia do tímido sorriso. Era a hora descida à sala lá do fundo, aquela reservada aos eventos 'vintage' na intimidade dos amigos.
O frio esse já se havia escapado perante o calor que emanava dos gestos desprendidos. Acontecia comunhão na simplicidade da partilha, que acendia o brilho nos olhares cúmplices e fazia brotar a ousadia aos pés da palavra, às mãos da poesia! Anunciava-se a partida, mas não a despedida, pois essa jamais acontecerá, após a tatuagem marcada deste dia.

As palavras são vãs para exprimir a emoção do final de tarde do dia 7 de Novembro, fica o meu sincero obrigado a todos os que contribuíram para o brilho deste dia.




quarta-feira, 28 de Outubro de 2009

Na Fúria do Nós




A Câmara de Vizela e a Editora Mosaico das Palavras
convidam para a apresentação do livro

na fúria do nós
do Vizelense Helder Magalhães

A presença de cada um de vós será especial. Desde já o meu sincero obrigado.


Local: Fundação Jorge Antunes
Rua: Rua Dr. Abílio Torres, 304
Cidade: Caldas de Vizela

quarta-feira, 21 de Outubro de 2009

...lusco-fusco



Abre-se a madrugada,
sob a quimera
resplandecente
da aurora
ainda adormecida,
ao sorriso
que derramas
inebriante,
sobre mim.

sexta-feira, 16 de Outubro de 2009

...queda-se o tempo


Funde-se a noite no resplendor do teu olhar em tons esmeralda…
…queda-se o tempo, suspenso na cadência que me habita o peito…

…perco-me no vazio negro do céu ainda despido do luar…

Esboço os traços límpidos do sorriso que imagino no teu rosto…

…alva resplandecente no despontar cristalino dos corpos celestes…

…imprimes na tez morena da minha pele o fogo do teu toque…

Espero a tua chegada na suave brisa que anuncia a madrugada…

…juntos adormecermos na lua que se deita em quarto minguante…

…vestes-me de eternidade no chamamento do teu murmúrio…

terça-feira, 6 de Outubro de 2009

...adentrar outonal...




...sinto já a temperatura a desfalecer lentamente, anunciando o adentrar outonal... à medida que as folhas maduras se desprendem dos ramos das árvores, imagino os nossos corpos despirem-se, sob o lampejo dum olhar faiscante, ao crepitar do fogo da lareira, entregarem-se à fúria arrebatadora da paixão, própria dos que amam como se o amanhã não viesse...


...

"Elle : Apprends-moi l'amour

Lui : Je t'apprendrai l'amour

Elle : Tu m'emmèneras où ?

Lui : Ici, là-bas, partout

Elle : Ça durera ... des jours ?

Lui : Ça durera toujours."

quinta-feira, 1 de Outubro de 2009

Cacto da esperança


Sob o pungente silêncio da dor,
a mão estendida clama auxílio
nas pétalas que derramam
o encarnado sofrimento.

Irradia a luz cristalina,
sob o verde tom,
que brota no caule
do cacto da esperança.


Poema inspirado num quadro de Né Oliveira presente na sala de espera para o xarope aloé preparado pelo Frei Perdigão, no colégio Montariol.

segunda-feira, 28 de Setembro de 2009

...em ti me desnudo...



No degustar do paladar do delicioso café,
o envolvente néctar dos teus lábios carmim...

No doce acariciar dos radiantes raios de sol,
o incandescente toque da tua pele de veludo...

No flutuar do aroma silvestre que paira no vento,
o estonteante inebriar da tua sublime fragrância...

No suave murmúrio em que a brisa me envolve,
o flamejante sussurro da tua voz que enlouquece...