O temporal abate-se sobre a manhã. O corpo ainda adormecido estremece. Pelas paredes da vidraça, intensas gotas de chuva escorrem demoradamente, intumescendo cada poro. Sob a fúria do vento que sibila intempestivo à porta, acende-se a incandescência nos sentidos. Prolonga-se o teu nome aos lábios na ardência dum suspiro.
"Invictus" is a short poem by the English poet William Ernest Henley (1849–1903). It was written in 1875 and first published in 1888[1] in Henley's Book of Verses, where it was the fourth in a series of poems entitled Life and Death (Echoes).
Out of the night that covers me, Black as the pit from pole to pole, I thank whatever gods may be For my unconquerable soul.
In the fell clutch of circumstance I have not winced nor cried aloud. Under the bludgeonings of chance My head is bloody, but unbowed.
Beyond this place of wrath and tears Looms but the Horror of the shade, And yet the menace of the years Finds and shall find me unafraid.
It matters not how strait the gate, How charged with punishments the scroll, I am the master of my fate: I am the captain of my soul.
Estende-se a noite por entre os violáceos tons que pintam o horizonte. As pardas nuvens apressam-se no céu que escurece.
Sentado no velho banco de jardim, escuto o murmúrio da suave brisa que abraça as ramagens das árvores.
Paira no ar uma sibilante mescla de aromas silvestres.
As estrelas cintilam no infinito como cúmplices amantes. Suspenso na abóbada celestial, imerso no esvair do tempo, espero-te no toque dos lábios, embebido no teu paladar.
Aguarda-te a imaculada rosa encarnada que floresce nas raízes das minhas mãos.
Há uma nostalgia que ao peito assoma no aperto vindo de mansinho. Instala-se sem pudor ao espaço desta saudade na chuva que aos olhos adivinho. Para todos, um Próspero 2010, repleto de saúde, amor, amizade e poesia...
Decorreu no passado dia 3 de Dezembro uma sessão de Apresentação do livro "Na Fúria do Nós", na Escola Secundária de Vizela. Diante dum anfiteatro repleto pela presença de Professores e Alunos das Novas Oportunidades, tive a oportunidade de partilhar estas páginas do meu Ser, e sentir o calor humano dum magnífico momento. Foi também o arranque da Comemoração do 25º aniversário desta grandiosa Escola, onde frequentei e conclui o ensino secundário.
A noite era fria, ao entrar naquela sala um calor se entranhou até ao âmago do meu Ser. O esplendor dos sorrisos, o afago de cada gesto à ternura sentida na voz, invadiu-me por completo.
As palavras derramavam a emoção que vertia ao brilho intenso do olhar na partilha plena daquele momento!
Nestes simples traços de poesia perpetuo o meu sincero obrigado num abraço a todos e cada um de Vós!
Mergulho na azulada bruma sob o orvalho gélido do alvorecer... Atravesso a deserta rua perscrutando o eco dos meus passos na sombra do vento...
Destila-se o amanhecer nos penetrantes eflúvios da pungente madrugada...
Assoma a claridade no reflexo cristalino dos fios de ouro que lambem a penumbra dos umbrais adormecidos... Pressinto a ternura do teu toque no ardente afago da brisa que me beija…
Esperas-me junto ao cais sob a emanação da maresia no enlevo do sopro do mar…