quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

húmido escorrer


O temporal abate-se sobre a manhã. O corpo ainda adormecido estremece. Pelas paredes da vidraça, intensas gotas de chuva escorrem demoradamente, intumescendo cada poro. Sob a fúria do vento que sibila intempestivo à porta, acende-se a incandescência nos sentidos. Prolonga-se o teu nome aos lábios na ardência dum suspiro.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Invictus



"Invictus" is a short poem by the English poet William Ernest Henley (1849–1903). It was written in 1875 and first published in 1888[1] in Henley's Book of Verses, where it was the fourth in a series of poems entitled Life and Death (Echoes).

Out of the night that covers me,
Black as the pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.

In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.

Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds and shall find me unafraid.

It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll,
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul.

(wikipedia)

Um momento soberbo de aprendizagem de vida.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

...dream





Estende-se a noite
por entre os violáceos tons
que pintam o horizonte.
As pardas nuvens apressam-se
no céu que escurece.


Sentado no velho banco de jardim,
escuto o murmúrio da suave brisa
que abraça as ramagens das árvores.


Paira no ar uma sibilante mescla de aromas silvestres.


As estrelas cintilam no infinito
como cúmplices amantes.
Suspenso na abóbada celestial,
imerso no esvair do tempo,
espero-te no toque dos lábios,
embebido no teu paladar.


Aguarda-te a imaculada rosa encarnada que floresce nas raízes das minhas mãos.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

nostalgia





Há uma nostalgia
que ao peito assoma
no aperto vindo de mansinho.
Instala-se sem pudor
ao espaço desta saudade
na chuva que aos olhos adivinho.


Para todos, um Próspero 2010, repleto de saúde, amor, amizade e poesia...

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

...porque é Natal!


Sim, o calendário
assinala o Natal!
Este ano,
o Pai-Natal
esqueceu-se do presente
mas ainda assim,
há a árvore
e a estrela cadente!


Um abraço a todos,

Helder

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Escola Secundária de Vizela


Decorreu no passado dia 3 de Dezembro uma sessão de Apresentação do livro "Na Fúria do Nós", na Escola Secundária de Vizela. Diante dum anfiteatro repleto pela presença de Professores e Alunos das Novas Oportunidades, tive a oportunidade de partilhar estas páginas do meu Ser, e sentir o calor humano dum magnífico momento. Foi também o arranque da Comemoração do 25º aniversário desta grandiosa Escola, onde frequentei e conclui o ensino secundário.



A noite era fria,
ao entrar naquela sala
um calor se entranhou
até ao âmago do meu Ser.
O esplendor dos sorrisos,
o afago de cada gesto
à ternura sentida na voz,
invadiu-me por completo.

As palavras derramavam a emoção
que vertia ao brilho intenso do olhar
na partilha plena daquele momento!

Nestes simples traços de poesia
perpetuo o meu sincero obrigado
num abraço a todos e cada um de Vós!



Estação Vizela Blog

domingo, 13 de dezembro de 2009

Viajante no tempo




Mergulho na azulada bruma
sob o orvalho gélido do alvorecer...
Atravesso a deserta rua
perscrutando o eco dos meus passos
na sombra do vento...

Destila-se o amanhecer
nos penetrantes eflúvios
da pungente madrugada...

Assoma a claridade
no reflexo cristalino
dos fios de ouro que lambem
a penumbra dos umbrais adormecidos...
Pressinto a ternura do teu toque
no ardente afago da brisa que me beija…

Esperas-me junto ao cais
sob a emanação da maresia
no enlevo do sopro do mar…